Nobel português apresenta <i>Caim</i>
José Saramago apresentou, domingo, em Penafiel, o seu mais recente romance, intitulado «Caim». Segundo o autor, esta obra, disponível em português, espanhol e catalão, regressa ao tema religioso, contando, em tom irónico e jocoso, a história de Caim, filho primogénito de Adão e Eva.
«Caim interessa-me há muitos muitos anos, é uma coisa que foi crescendo e que, de repente, já não consegui suster, tive que começar a escrever», disse, à Lusa, José Saramago, sublinhando que não é, de forma nenhuma, um autor de livros religiosos, que é uma matéria que só lhe interessa porque está desde sempre muito presente na mente dos homens, e na história da humanidade.
«Para este livro voltei a consultar a Bíblia, mas ela não é de nenhuma forma leitura da minha preferência, é apenas um instrumento necessário para escrever este livro», frisou.
Segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim terá sido o filho primogénito de Adão e Eva, que matou Abel, seu irmão mais novo, num acesso de ciúmes, após verificar que Deus mostrara preferência por este. «Caim matou o irmão porque não podia matar Deus. É uma história horrível de crime e violência e, mostra um Deus cruel, porque deixa que isso aconteça», afirmou José Saramago.
«Caim interessa-me há muitos muitos anos, é uma coisa que foi crescendo e que, de repente, já não consegui suster, tive que começar a escrever», disse, à Lusa, José Saramago, sublinhando que não é, de forma nenhuma, um autor de livros religiosos, que é uma matéria que só lhe interessa porque está desde sempre muito presente na mente dos homens, e na história da humanidade.
«Para este livro voltei a consultar a Bíblia, mas ela não é de nenhuma forma leitura da minha preferência, é apenas um instrumento necessário para escrever este livro», frisou.
Segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim terá sido o filho primogénito de Adão e Eva, que matou Abel, seu irmão mais novo, num acesso de ciúmes, após verificar que Deus mostrara preferência por este. «Caim matou o irmão porque não podia matar Deus. É uma história horrível de crime e violência e, mostra um Deus cruel, porque deixa que isso aconteça», afirmou José Saramago.